A mesa-redonda subordinada ao tema “Do Algarve para o futuro… Que futuro para a saúde em Portugal?”, promoveu uma reflexão alargada sobre os principais desafios que o Serviço Nacional de Saúde enfrenta e os caminhos a seguir para garantir respostas mais eficientes, sustentáveis e centradas nos cidadãos.
A sessão foi presidida por Manuel Teixeira Veríssimo e moderada por António Oliveira e Silva, reunindo especialistas de diferentes áreas para analisar as transformações necessárias no sistema de saúde português.
A primeira intervenção esteve a cargo de Julian Perelman, que foi dedicada à sustentabilidade financeira do sistema de saúde. O especialista analisou os desafios associados ao envelhecimento da população, ao aumento da prevalência das doenças crónicas e à crescente pressão sobre os recursos disponíveis, defendendo a necessidade de estratégias que conciliem qualidade assistencial, eficiência e equidade no acesso aos cuidados.
Seguiu-se a intervenção de Hugo Marques, que abordou o tema da inovação e transformação digital. A apresentação destacou o potencial das novas tecnologias para melhorar a acessibilidade, a eficiência e a qualidade dos cuidados, sublinhando a importância da interoperabilidade dos sistemas de informação, da utilização inteligente dos dados em saúde e da adoção de ferramentas digitais que apoiem profissionais e doentes.
Ao longo do debate foi consensual a necessidade de preparar o sistema de saúde para responder às exigências das próximas décadas, através da inovação organizacional, da transformação digital e de políticas que assegurem a sustentabilidade e a qualidade dos cuidados prestados à população.