A evolução da formação médica e os desafios que se colocam à Medicina Interna estiveram em destaque na sessão “A Medicina Interna neste PREC (Processo Revolucionário em Curso)”, integrada na Tarde do Orientador de Formação. A iniciativa promoveu uma reflexão abrangente sobre as mudanças que estão a transformar a especialidade e o papel dos diferentes intervenientes neste processo de renovação.
A sessão foi moderada por Susana Marques e António Martins Baptista, reunindo perspetivas complementares da academia, dos profissionais e da tecnologia.
A primeira intervenção, “A resposta da comunidade académica”, foi apresentada por Firmino Machado, via online, que abordou a adaptação das instituições de ensino e formação aos novos desafios da prática médica. Foram discutidas estratégias para reforçar a preparação dos futuros especialistas, promover a inovação pedagógica e assegurar que a formação acompanha a crescente complexidade dos cuidados de saúde.
Seguiu-se a apresentação “A resposta dos protagonistas”, por Pedro Cunha, centrada na experiência dos profissionais que vivem diariamente as transformações da especialidade, as características distintas dos internistas e o papel essencial dos internistas e dos consultores em Medicina Interna. A intervenção destacou a importância da participação ativa dos médicos na construção dos modelos de formação e organização dos cuidados, bem como a necessidade de desenvolver estratégias que permitam responder às exigências de um contexto clínico em constante mudança.
A encerrar a sessão, Sérgio Pina apresentou “A resposta da tecnologia”, explorando o impacto das ferramentas digitais, da inteligência artificial e da inovação tecnológica na prática clínica e na formação médica. Foi sublinhado o potencial destas soluções para melhorar processos, apoiar a tomada de decisão e aumentar a produtividade, sem perder de vista a dimensão humana da Medicina, bem como a responsabilidade ética, devendo prevalecer sempre o bom senso.
Foi destacada a ideia de que a Medicina Interna atravessa um período de profunda transformação, exigindo capacidade de adaptação, visão estratégica e colaboração entre instituições, profissionais e tecnologia.