A mesa-redonda dedicada ao tema “Investigação em Medicina Interna – O que fazemos?”, reuniu diversos projetos nacionais centrados na criação e consolidação de registos clínicos e estudos observacionais fundamentais para o conhecimento da prática clínica em Portugal.
A sessão foi presidida por Lélita Santos e moderada por Nuno Bernardino Vieira, sublinhando a importância crescente da investigação clínica no seio da Medicina Interna e o papel estruturante dos internistas na produção de conhecimento científico nacional.
O primeiro trabalho apresentado foi o “Registo nacional da diabetes tipo 1 em Portugal”, da autoria de Rúben Reis, que destacou a importância de uma base de dados estruturada para caracterizar a população com diabetes tipo 1 no país, melhorar o acompanhamento clínico e apoiar decisões terapêuticas baseadas em evidência real.
Seguiu-se a apresentação do “Registo nacional de doenças autoimunes”, por Carlos Carneiro, centrada na necessidade de uniformizar a recolha de dados relativos a patologias autoimunes, permitindo uma melhor compreensão da sua epidemiologia, evolução clínica e resposta terapêutica em contexto real.
Vitória Cunha apresentou o estudo “Fibrilhação auricular na enfermaria de Medicina Interna”, abordando a prevalência, características clínicas e desafios terapêuticos associados a esta arritmia frequente em contexto de internamento hospitalar, bem como o impacto na complexidade dos doentes internados.
A sessão encerrou com a apresentação de Carolina Guedes, dedicada ao “Registo nacional de embolia pulmonar”, projeto que pretende contribuir para uma melhor caracterização dos doentes com esta patologia, otimização de estratégias diagnósticas e terapêuticas e melhoria dos resultados clínicos.
Ao longo da discussão foi sublinhado o papel central da investigação em Medicina Interna, particularmente através de registos nacionais e estudos multicêntricos, como ferramenta essencial para conhecer a realidade epidemiológica, melhorar a qualidade dos cuidados e apoiar a tomada de decisão clínica.