Realizou-se o “Encontro com o Especialista” dedicado ao tema “Como oriento o meu doente com hipertensão pulmonar?”, palestrado por Inês Furtado, centrando a sua intervenção numa abordagem prática e centrada no doente ao longo de todo o percurso da doença.
A especialista sublinhou a relevância do tema, destacando a complexidade da hipertensão pulmonar e o seu impacto clínico significativo. “A hipertensão pulmonar é uma condição complexa, frequentemente subdiagnosticada e com impacto significativo na morbilidade e mortalidade dos doentes. A sua abordagem exige não só conhecimento técnico, mas também uma orientação prática e centrada no doente ao longo de todo o percurso da doença. Falar sobre como orientar o doente com hipertensão pulmonar é essencial porque vai além da terapêutica: envolve educação, monitorização, gestão de expectativas e articulação multidisciplinar. O internista tem aqui um papel central, muitas vezes como coordenador de cuidados”, referiu.
A sessão foi estruturada em três eixos fundamentais: a identificação precoce da doença e dos sinais de alerta que devem levantar suspeição clínica; a abordagem prática do seguimento, incluindo a estratificação de risco, a monitorização e os critérios de referenciação para centros especializados; e a importância da comunicação com o doente, nomeadamente na explicação da doença, na promoção da adesão terapêutica e na integração de aspetos relacionados com qualidade de vida e suporte psicossocial. O objetivo foi fornecer ferramentas práticas aplicáveis ao contexto clínico diário.
Relativamente ao 32.ºCNMI, Inês Furtado destacou a importância do congresso como espaço de atualização científica e de partilha entre profissionais de diferentes contextos. “Este congresso é um momento privilegiado de atualização científica, mas também de partilha de experiências entre colegas de diferentes contextos. Num cenário de Medicina cada vez mais complexa, o papel do internista como integrador de cuidados torna-se ainda mais relevante. Eventos como este reforçam essa identidade e promovem uma prática mais informada, crítica e colaborativa”, afirmou.
As expectativas para o evento foram igualmente elevadas, com a especialista a valorizar a dinâmica de discussão e reflexão clínica. “Espero um congresso dinâmico, com discussão ativa e troca de perspetivas entre especialistas. Mais do que a transmissão de conhecimento, valorizo a possibilidade de debate e reflexão sobre a prática clínica real. Acredito também que será uma oportunidade para reforçar redes de colaboração e estimular uma abordagem cada vez mais centrada no doente”, concluiu.