A sessão MI 25/26 dedicada ao tema “O que há de novo em… Doença vascular cerebral”, contou com a participação de Tiago Gregório, que apresentou as mais recentes atualizações nas recomendações internacionais para o tratamento do acidente vascular cerebral (AVC) isquémico.
O especialista destacou a relevância do tema, sublinhando o impacto significativo do AVC na mortalidade e morbilidade a nível global. “O tema que apresentei foi a atualização das guidelines da American Heart Association para o tratamento do AVC isquémico. A importância deste tema reside no facto de o AVC ser uma das principais causas de morte e morbilidade a nível mundial, permitindo esta sessão explicar o atual estado da arte para a prestação dos melhores cuidados de saúde possíveis a estes doentes, minorando assim, dentro do possível, o impacto desta doença”, referiu.
A sessão incidiu sobre vários pontos-chave fundamentais para a prática clínica, incluindo a abordagem pré-hospitalar e a orientação do doente com suspeita de AVC, as opções farmacológicas para trombólise, a seleção de doentes para tratamento de reperfusão em janela tardia, a gestão da pressão arterial após terapêutica de reperfusão e o papel da trombectomia em doentes com enfarte cerebral extenso. Estes temas refletem a evolução contínua das estratégias terapêuticas e organizacionais na abordagem do AVC isquémico.
Relativamente ao 32.º CNMI, Tiago Gregório destacou a importância do congresso enquanto espaço privilegiado de partilha de conhecimento e de reforço da interdisciplinaridade. “O Congresso Nacional de Medicina Interna é um momento único de congregação e partilha de experiência e conhecimento por parte dos internistas. Esta partilha acentua a interdisciplinaridade do doente e das doenças, afirmando a importância da Medicina Interna no panorama do Serviço Nacional de Saúde. Em situações de falta de recursos, a eficiência é chave para cuidados médicos de qualidade e a Medicina Interna oferece uma resposta a essa problemática”, afirmou.
As expectativas para o congresso centraram-se na dimensão científica e no convívio entre pares. “Convívio, partilha de experiência e conhecimento e afirmação da Medicina Interna no panorama nacional”, concluiu.