No âmbito do “Encontro com Especialista 1” do 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna, Inês Ferreira Maia abordou o tema “Monitorização do controlo metabólico na diabetes”, destacando a evolução das estratégias de acompanhamento da doença e a crescente importância das novas tecnologias na personalização dos cuidados.
A médica interna sublinhou que “a abordagem e gestão da diabetes tem vindo a modernizar-se e a tornar-se cada vez mais personalizada”, salientando o papel central dos avanços na monitorização glicémica e das novas métricas de avaliação do controlo metabólico. Entre os principais desenvolvimentos, destacou a crescente utilização da monitorização contínua da glicose e de indicadores como o time in range e a variabilidade glicémica.
Segundo Inês Ferreira Maia, estes instrumentos permitiram uma avaliação mais detalhada e ajustada à realidade de cada pessoa com diabetes, ultrapassando a dependência exclusiva da HbA1c. “Atualmente, a HbA1c não é a nossa principal fonte de informação relativamente ao controlo glicémico”, afirmou, defendendo a integração de novos indicadores na prática clínica diária.
A palestrante reforçou ainda que o melhor controlo metabólico teve impacto comprovado na redução das complicações agudas e crónicas da diabetes, mas também na melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem com a doença. Neste contexto, salientou que “é particularmente notória a melhoria da qualidade de vida das pessoas com acesso a novas tecnologias para a gestão da doença”.
Durante a sessão, foram discutidas as principais métricas atualmente reconhecidas no acompanhamento da diabetes, bem como a sua utilidade na tomada de decisão clínica. O objetivo passou por refletir sobre a forma como estas ferramentas poderiam ser integradas de forma individualizada, promovendo maior eficácia terapêutica e cuidados centrados na pessoa.
Sobre o 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna, Inês Ferreira Maia considerou que o encontro representa “um momento fulcral de atualização científica, partilha de experiência clínica e contacto entre profissionais de diversos contextos”. Destacou ainda a relevância do congresso na discussão dos desafios atuais da especialidade e no reforço do papel do internista na gestão de doentes complexos.
Relativamente às expectativas para esta edição, afirmou esperar que o congresso constituísse “mais uma oportunidade de aprendizagem e partilha de experiências e perspetivas nas diferentes áreas da Medicina Interna”, sublinhando a importância do contacto com diferentes realidades numa fase de grande evolução científica e tecnológica.