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Osteoporose e osteosarcopenia: os desafios da fragilidade no idoso

Publicado dia Maio 21, 2026 Comentários fechados em Osteoporose e osteosarcopenia: os desafios da fragilidade no idoso

O “Encontro com Especialista 3”, dedicado ao tema “Abordar a osteoporose nos mais idosos”, contou com a participação de Heidi Gruner, que destacou a crescente relevância da osteoporose e da osteosarcopenia numa população cada vez mais envelhecida.

A especialista começou por sublinhar que o envelhecimento populacional está associado ao aumento da patologia músculo-esquelética, nomeadamente osteoporose e sarcopenia, condições que frequentemente coexistem no idoso. “A síndrome da osteosarcopenia caracteriza-se pela combinação de perda de massa óssea e diminuição da massa e função muscular”, explicou, acrescentando que este conceito de “bone-muscle unit” traduz a relação biomecânica, metabólica e inflamatória entre osso e músculo.

Segundo Heidi Gruner, esta associação potência significativamente o risco de quedas, fraturas, incapacidade funcional, institucionalização e mortalidade. A osteoporose, lembrou, é atualmente um importante problema de saúde pública, afetando mais de 32 milhões de pessoas na Europa. Em Portugal, estima-se que cerca de 10 a 12% da população adulta tenha osteoporose, sobretudo mulheres com mais de 65 anos.

A especialista alertou ainda para o impacto das fraturas de fragilidade, particularmente as do colo do fémur, frequentemente responsáveis por perda de autonomia e elevada mortalidade no primeiro ano após o evento. Nesse contexto, destacou que as recomendações mais recentes das sociedades europeias reforçam “uma abordagem integrada e multidisciplinar”, centrada não apenas na densidade mineral óssea, mas também na avaliação da força muscular, desempenho físico e risco de queda.

Entre os principais pontos abordados alterações nas “guidelines europeias” destacam-se reconhecimento da osteosarcopenia como entidade clínica de elevado risco, a utilização de ferramentas de estratificação como o FRAX, a valorização dos testes funcionais na avaliação geriátrica e o papel crescente das terapêuticas anabolizantes nos doentes de muito alto risco.
Foram também destacados os benefícios dos programas de exercício de resistência e equilíbrio, da suplementação adequada de vitamina D e proteínas no idoso frágil e da implementação precoce de estratégias preventivas para reduzir quedas e fraturas.

Relativamente ao Congresso Nacional de Medicina Interna, Heidi Gruner mostrou-se motivada com a participação num encontro que reúne “alguns dos melhores internistas portugueses, com novas e entusiasmantes ideias”. A especialista destacou ainda o papel crescente da Geriatria portuguesa e reforçou a importância dos internistas na gestão de doentes cada vez mais idosos, complexos e exigentes.

“Somos sem dúvida essenciais ao funcionamento de qualquer hospital público ou privado”, afirmou, sublinhando que a Medicina Interna continua a assumir um papel central na evolução dos cuidados de saúde em Portugal.

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