CNMI
  • 19 CNMI
  • 24 CNMI
  • 25 CNMI
  • 26 CNMI
  • 28º Congresso nacional de medicina interna
  • 30 CNMI
  • 31 CNMI
  • 32 – CNMI
  • CNMI
  • CNMI
  • CNMI – Inscrições
  • Contactos
  • Curso Pré-Congresso – Abordagem na fase aguda do Acidente Vascular Cerebral
  • Curso Pré-Congresso – Abordagem na fase aguda do Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  • Curso Pré-Congresso – AGIR-IC
  • Curso Pré-Congresso – Curso de Doenças Neuropsiquiátricas no Idoso
  • Curso Pré-Congresso – Curso de Obesidade
  • Curso Pré-Congresso – Curso de VNI
  • Curso Pré-Congresso – Curso de VNI
  • Curso Pré-Congresso – Curso POCUS
  • Curso Pré-Congresso – Curso POCUS
  • Curso Pré-Congresso – Curso Revisitar e Modernizar a Insulinoterapia
  • Curso Pré-Congresso – Curso Revisitar e Modernizar a Insulinoterapia
  • Curso Pré-Congresso – Curso Terapias de suporte respiratório – Immersive Training
  • Curso Pré-Congresso – Doenças Lisossomais de Sobrecarga
  • Curso Pré-Congresso – Doente Autoimune na Urgência
  • Curso Pré-Congresso – Doente Autoimune na Urgência
  • Curso Pré-Congresso – Grandes Síndromes Neurológicas no Serviço de Urgência
  • Curso Pré-Congresso – Obesidade
  • Curso Pré-Congresso – Start POCUS
  • Curso Pré-Congresso – TEV – Prevenção e tratamento nos doentes de risco – da teoria à prática
  • Curso Pré-Congresso – UPDATE-IC (cUrso de Promoção da aborDAgem TErapêutica na Insuficiência Cardíaca)
  • Cursos
  • Cursos
  • Cursos
  • Cursos
  • Cursos
  • Cursos 2026
  • Datas Importantes
  • Informação brevemente disponível
  • Inscrições
  • Inscrições
  • Inscrições e Resumos
  • Livro de Resumos de 2023
  • Loja
  • Mensagem do Presidente
  • Normas para apresentação de Trabalhos
  • Programa
  • Programa
  • Sobre o 28 CNMI
  • Sobre o 29 CNMI

Hospitalização domiciliária: do presente ao hospital do futuro

Publicado dia Maio 23, 2026 Comentários fechados em Hospitalização domiciliária: do presente ao hospital do futuro

A evolução da hospitalização domiciliária e o seu papel na reorganização dos cuidados de saúde centraram a mesa-redonda 12, subordinada ao tema “Hospitalização domiciliária e o hospital do futuro – De onde vimos e para onde vamos?”, que reuniu especialistas para discutir o percurso, as práticas atuais e as perspetivas futuras deste modelo assistencial.

A sessão foi presidida por Francisca Delerue e moderada por Olga Gonçalves, estruturando-se em três momentos dedicados à caracterização do presente, à inovação e à visão de futuro da hospitalização domiciliária.

Na primeira intervenção, intitulada “O que somos agora”, Olga Gonçalves apresentou um estudo multicêntrico desenvolvido pelo Núcleo de Estudos da Hospitalização Domiciliária, que analisou a referenciação de doentes para este modelo assistencial em 14 centros hospitalares. O trabalho teve como objetivo avaliar a discrepância entre a elegibilidade teórica e a referenciação efetiva de doentes internados nos Serviços de Medicina Interna, identificando barreiras organizacionais e processuais à sua implementação.

Os resultados preliminares revelaram uma elevada pressão assistencial, com uma taxa média de ocupação de 107% nos Serviços de Medicina Interna e de 99% nas unidades de hospitalização domiciliária. Da análise de 1253 doentes internados, cerca de 20% foram considerados potencialmente elegíveis para hospitalização domiciliária, correspondendo a 244 doentes que poderiam beneficiar de um regresso mais precoce ao domicílio.

Apesar deste potencial, o estudo demonstrou que mais de 60% dos doentes elegíveis não foram referenciados para hospitalização domiciliária nos três dias subsequentes, evidenciando uma discrepância significativa entre elegibilidade e prática clínica. A investigação apontou ainda para uma elevada variabilidade entre instituições, sugerindo a influência de fatores organizacionais e culturais na decisão de referenciação.

Seguiu-se o tema “O que fazemos de forma inovadora”, por Sara Joana Faria, que apresentou a Plataforma Clínico-Social (PCS), que está a ser desenvolvido na Unidade Local de Saúde Baixo Mondego. Este projeto pretende dar resposta à elevada fragilidade clínica e social e antecipar a crise antes que o doente necessite efetivamente de hospitalização convencional.

Na terceira intervenção, “Como será possível fazer num futuro (breve)”, Luísa Guimarães refletiu sobre os desafios e oportunidades de expansão deste modelo assistencial, sublinhando a necessidade de reforço estrutural, integração de cuidados e adoção de soluções tecnológicas que permitam alargar a sua capacidade de resposta.
Para terminar, Olga Gonçalves anunciou o lançamento do podcast “Em Casa É Que É Bom”, disponível a partir da próxima semana.

32 CNMI

Premio Boas Praticas em MI
@ 2025 SPMI - Sociedade Portuguesa de Medicina Interna